Domingo, 26 de Abril de 2009

Sol vs Lua

 
 
<<Em uma noite escura, vinha eu pela rua... Pensando, caminhando, sofrendo.
Quando de repente, uma gota de água tocou-me o rosto.
Deveras, parei!
Olhei ao meu redor e não vi a chuva.
Ainda parada, outra gota tocou-me!
Sem hesitar olhei para o céu, e vi que as gostas caíam em um único lugar.
Atencioso, notei que eram lágrimas.
Lágrimas derramadas pela lua.
Procurei saber o motivo de seu pranto...
“Amor! Amor! Amor!” - exclamou a lua estarrecida – “fui condenada a um amor impossível...”, disse-me sem receio.
“Eu, justamente eu que embalo tantos amores lindos. Que abençoo com meu brilho tantos casais apaixonados. Estou condenada a amar separada. Meu pranto molhou-te a face... teu rosto brilhou... teus olhos sorriram... e eu? Eu choro, choro todas as noites. Tu que me vê sempre linda, junto às estrelas não conheces meu sofrimento. Não sabes o quanto padeço, o quanto sonho com o momento de reencontrar meu amado!”
A noite caía enquanto conversávamos.
E ela, ela cada vez mais distante. Enquanto o sol surgia por entre as montanhas, ela dizia-me: “Este é meu maior castigo! Sou obrigada a ver todos os dias, o brilho de quem tanto amo e no entanto, não posso tocá-lo.”
Ela se foi!
O sol então surgiu.
Pus-me a falar:
“Olá majestade... como está hoje?”
“Vou indo... sofrendo.”-respondeu-me o sol.
Perguntei-lhe qual sua maior mágoa.
“O sol quando nasce, faz o maior espectáculo do mundo, mas no entanto, a maioria de sua plateia contínua dormindo!” -disse-me soluçando.
Não foi isso que perguntei... então retornei-lhe a pergunta.
Amor! Puro e simples amor, disse o rei a brilhar, eu brilho para dar-te o meu calor, mas aquela que tanto amo, vive sozinha na escuridão fria da noite.
“Então você também a ama assim como ela te ama?”
“Sim, eu a amo em demasia. Sinto a falta dela como você sente a minha falta em um dia frio. Mas o destino brincou com nossos sentimentos. Separou-nos por toda a eternidade. E para aumentar ainda mais nossa dor, há um castigo. Um castigo por nossa rebeldia no passado. Uma vez. Só uma vez a cada cem anos nós nos encontramos, e temos uns poucos segundos para nos amar.”
O pranto rolou-me pelo rosto.
Minha emoção furtou-me o sorriso!
Deveras chorei ao ver tamanho sofrimento.
Ao ver um casal apaixonado, ocupar o mesmo espaço e mesmo assim, jamais se encontrar.
O amor que me coroe o peito, tornou-se tédio.
Pus-me no lugar do rei...
Senti solidão!
Pus-me no lugar da lua...
Senti frio!
Como pode um amor sobreviver assim?
Eu me perguntava a todo instante.
Passei a ver a lua todas as noites.
Assim como ao sol, todos os dias.
Sonhando com o momento de seu encontro... Para cessar, nem que por poucos segundos, seu eterno sofrimento.
Perguntei ao sol o que ele sentia quando estava com sua amada...
Ele disse-me:
“NEVER IS A LONG TIME! (NUNCA É POR MUITO TEMPO!) Nunca posso amá-la como quero. Nunca tenho tempo de beijá-la e dizer-lhe o quanto a amo. Sempre estamos tão perto e no entanto tão distantes. Somos dois eternos apaixonados, condenados a amar separados por toda a eternidade!”>>
 
By Autor Desconhecido
 
 
Amar, ser amado e mesmo assim não poder ter a outra pessoa, castigo como a lua e o sol... Esperar anos por umas horas, uns minutos. Tempo k simplesmente dá para aquecer um puco o coração, mas não para matar saudade, simplesmente para continuar a amar em silêncio. Ver e não poder tocar... Sorrir com o seu sorriso... Chorar com a sua tristeza mas a distância... Quando há o eclipse aí nos encontramos mas o tempo passa tão rápido que nem dá para dizer nada e rapidamente estamos outra vez longe um do outro... Tem k se aproveitar esse tempo mas como? nem da para dizer nada simplesmente quase so um abraço....
 
 
By Blueye

 

 


blueye às 01:17
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